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11/09/2004 04:33
Mas eu me mordo de ciúme...
Eu não sou ciumenta. E ponto. Nunca vacilei em dizer isso em alto e bom som pra quem quer que fosse, até porque sou uma das poucas pessoas que tem esse privilégio. Não sou ciumenta porque costumo ter muita segurança no afeto das pessoas. Sempre tive vários amigos, sempre gostei quando novas pessoas se juntavam à turma, achei o máximo ganhar um irmão. Só que colocar isso como norma de vida me fez bloquear algumas manifestações totalmente... humanas! E eu me sentia culpada cada vez que o bichinho do ciúme vinha me dar suas (raras) mordidas.
De uns tempos pra cá, com o aperfeiçoamento das minhas técnicas de auto-análise, comecei a admitir que sim, eu sou como todo mundo, e tenho meus ciuminhos de vez em quando. Parte da tática consiste em dizer claramente às pessoas Eu estou com ciúme., mesmo àquelas que não têm nada a ver com o fato e são obrigadas a escutar histórias imensas para entender o motivo do desabafo repentino.
Então, leitores do blog, venho a público dizer (na verdade mais pra mim mesma do que pra qualquer um que esteja lendo) que SIM, EU ESTOU COM CIÚME! Estou despeitadíssima por ter sido excluída de um programa em grupo do qual queria muito participar. Estou com raiva dos supostos amigos (que não são meus melhores amigos, mas têm sido muito presentes nos últimos tempos) que me deixaram de fora dessa. Estou com vontade de evitá-los, e em parte me sentindo uma boba. Boba por sentir ciúme, boba por achar que eles teriam alguma obrigação de me incluir, e mais boba ainda por postar isso no blog. Mas pelo menos sei que com o tempo vai passar, e falar me deixa mais aliviada. Afinal, ser dublê de psicólogo (e de graça) é uma das grandes utilidades disso aqui.
enviada por *V@ness@*
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